domingo, 15 de dezembro de 2013

Um céu para admirar

Eu ouvi os céus me chamarem
As nuvens cantaram para mim em doces tons
O vento me acariciava,
Me incentivava,
Chamava meu nome com delicados sons.
Eu senti os meus pés flutuarem,
(Ou pelo menos imaginei)
Senti meus olhos brilharem
Enquanto devoravam a imensidão azul
E sonhavam incansáveis percorrendo o horizonte
O sol me sorria e pintava meu rosto de dourado
Tirava o cinza que cercava inconformado,
Dava esperança aos sonhos quebrados.

Eu vi o céu me tirar para dançar,
Mas quando pensei em me levantar
Caí em mim mesmo, caí ao chão,
Caí, quebrando meus sonhos de paixão,
O céu se fechou sobre mim,
O cinza cobria, parecia não ter fim,
O vento gritava violento e me agredia,
Meus olhos pesados desciam à terra
Como alguém que pede o fim de uma guerra
Suplicando pela paz ou pela solidão,
O sol se despedia e não olhava para trás
Esfriava-me o coração, sem pedir perdão,
Jogando contra mim mesmo minha perdida ilusão.

Não posso voar, ao menos por enquanto
Mas enquanto o chão for meu lugar
Ergo aos céus um lenço branco
E por mim, sem destino, ele há de voar.

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